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PENTATRI, a coluna

quarta-feira, 6 de maio de 2009

PENTATRI

Por Fernando Luiz Costa

Sim, pessoal! Saiu o Campeão Carioca de 2009. E foi o Flamengo mais novamente do que todos. 31 vezes. De 1999 pra cá, o Mengão ganhou 7 títulos. Marca que nem a geração de Zico e companhia conseguiu em 10 anos. Parabéns ao campeão desvirginado Cuca. Parabéns ao Capitão quase aposentado Fabio Luciano e seus companheiros pela garra e principalmente, parabéns a torcida Rubro-Negra que até quando deixou de acreditar na equipe nesse campeonato fez-se presente.

Ouvi algumas pessoas falando em injustiça no título. Mas, na minha opinião, até o título foi justo. E sempre tem um para retrucar: “Mas o Botafogo jogou desfalcado… mas o Botafogo perdeu um pênalti.” Mas se vaca voasse, a chuva seria de leite! Um campeonato de futebol não se resume em apenas uma partida com 11 de cada lado. Ter elenco para enfrentar qualquer problema é importante. Não ter medo do adversário também é. Lógico que um bocado de sorte também ajuda. Mas a sorte aparece mais para quem contribui com dedicação e empenho. O Fla foi o time que mais marcou pontos na Taça Guanabara e Taça Rio. Só aí, joga-se por terra qualquer argumento dos que disseram que o título foi injusto, porque como sempre falam: “Que vença o melhor.” E mesmo sem vencer um clássico (nas 15 rodadas gerais), o Rubronegro somou mais pontos que todos seus adversários.

O jogo final foi o retrato da campanha. Altos e baixos. Mengão campeão no primeiro tempo e instável no segundo. A vantagem de 2 gols da primeira etapa caiu por terra em 19 minutos. O time atacante do primeiro tempo, voltou recuado do intervalo. E foi preciso que a reação alvinegra acordasse o Mengo que voltou a ser atacante no final do jogo. Vale lembrar também que, mais uma vez, o ataque rubronegro não marcou gols. O meia Kléberson que foi o escolhido desta vez para fazer o papel de artilheiro. Nessas 3 decisões entre Botafogo e Flamengo, 2 foram para as disputas de pênaltis. E como em 2007, o goleiro Bruno fez a diferença. Com mais duas, além do pênalti defendido no tempo regulamentar, o camisa 1 deu o título Carioca mais importante para o Flamengo e seus torcedores que sabem que a única maneira de fazerem a diferença é ir ao estádio e torcer.

04/05/2009

Empate igual porém diferente

terça-feira, 28 de abril de 2009

O primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca entre Botafogo e Flamengo foi um empate de 2×2. O empate é um resultado igual, porque afinal de contas, o que vale mesmo no futebol é bola na rede e torcida vibrando. Mas os empates são também iguais em campo?

O Fogão começou melhor na partida. Ney Franco e seus treinos secretos trouxeram um jogador surpresa. Eduardo que já foi dispensado do elenco, treinava em separado, era o titular da camisa 6. Ney sempre apronta uma surpresa em final e elas sempre dão resultado. O alvinegro dominou a partida nos primeiros 20 minutos. Porém, como a lógica anda longe do futebol, o Flamengo abriu o placar num dos poucos momentos de ataque deste período. Pênalti em cima de Juan que foi o batedor. Após isso, o controle do jogo trocou de mãos. O Mengão, em vantagem no placar, se viu confiante para soltar-se a frente em busca do segundo gol, que só não saiu pela, já corriqueira, capacidade dos jogadores do Flamengo de perder gols e também por mérito do goleiro Renan e da defesa botafoguense.

Passado o susto do gol e o esfriado o ímpeto rubronegro, o Botafogo tomou as rédeas mais uma vez. E precisou de, apenas, 6 minutos para virar a partida. Primeiro, com Juninho de falta com cobrança ensaiada. Maicosuel passou o pé por cima da bola como faz em suas cobranças de pênalti, Juninho bate seco no meio da barreira e Íbson vira de costas. Tudo teatralmente ensaiadinho entre os três, porque só isso me explica o camisa 7 do Fla ser o único da barreira a tirar o corpo da trajetória da bola. O segundo gol foi um cruzamento na área. Reinaldo, 1,87m de altura disputa na cabeça com Íbson de 1,77m. 10cm sentimentro a menos que significaram bola na rede e fim de primeiro tempo.

Cuca voltou com um Flamengo diferente do intervalo. Josiel entrou no lugar de Zé Roberto que eu nem me lembrava que estava em campo. E olha que Ney Franco nem fez marcação individual a ele. Mas a alteração não surtiu qualquer resultado. O Botafogo dominava o meio-campo e na deixava o Fla atacar. Maicosuel aproveitou para tirar onda com a cara de Juan num belo drible. O lateral fez falta, reclamou, tomou cartão amarelo, fez cara feia, mas nem pensou em fazer um gol para empatar o jogo numa bela jogada para devolver na mesma moeda.

Enquanto isso, Bruno trabalhava e Renan descansava. O poderio do Flamengo estava realmente fraco. E quando o jogo caminhava para uma vitória alvinegra, dois problemas numa mesma jogada mudaram o destino. Reinaldo e Maicosuel se machucaram e tiveram de ser substituídos, jogando por terra o esquema de Ney Franco. O camisa 10 do Fogo passou a ser dúvida para o jogo final e o Flamengo viu acender a luz do empate no horizonte. Porém, atacando muito mais na vontade, o Mengão se via perdido em toques excessivos e falta de objetividade. Sem dar muito trabalho ao goleiro do Bota, o Flamengo conseguiu o empate num lance de raça e sorte Williams, que perdeu uma bola na lateral da sua área de ataque, não desistiu, retomou o pelota e cruzou para a área. Mas uma vez, um desvio do bom, porém mais sem sorte do zagueiro do Brasil, Emerson e o caroço morreu mansinho no fundo das redes. Era o empate, que me fez lembrar 2006, quando Bota e Fla empataram em 2×2 as duas partidas decisivas.

27/04/2009

Mengão campeão mais uma vez

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Talvez até não tenha sido justo, mas como no futebol o que importa sempre é a bola na rede e mesmo que contra, o Flamengo é CAMPEÃO mais uma vez da Taça Rio.

Fábio Luciano, Leonardo Moura e Íbson felizes com o troféu

Fábio Luciano, Leonardo Moura e Íbson felizes com o troféu

A vitória sobre o foguinho foi apertada, nervosa. Sei lá… difícil adjetivar desta vez. Eles não foram tão ruins assim para perder, mas também, o Flamengo não merecia ter saído do Maracanã hoje sem a chance de disputar o título carioca.

Sigo achando a cachorrada o time mais dedicado do campeonato (porque achava o bacalhau o melhor e sempre torço para o Mengão!). Porém, esse título leva para a Gávea, o ânimo necessário para jogar as duas últimas partidas com vontade de vencer. Pena que não leve dinheiro para pagar os salários.

Ela está dando mole por aí – TE010

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Início de mais uma competição continental para os times Cariocas. Lá vai mais uma para anotar no caderninho e juntar uma grana para comprar o pôster de campeão e colar na parede do quarto no final. Mas será que Vasco e Botafogo têm time para isso?

E o que é a Copa Sul-Americana? É a filha da Copa Mercosul, neta da Copa dos Campeões e aquela prima feinha da Libertadores. Prima feinha porque os clubes sem chances no Brasileirão e sem chances de classificar para a Libertadores, focam suas possibilidades de classificação na Sul-Americana. Mas no ano seguinte, quando começam a disputa, usam times de reservas.

HORA DA DINAMITE EXPLODIR

Começamos com o Vascão da Colina. A primeira partida é quarta, 13/08, contra o Palmeiras em São Janu e a transmissão você acompanha com a galera Transamérica em 101,3 FM. Uma das maiores partidas da história recente do Vasco foi numa decisão de Copa Mercosul. Mas agora o negócio é diferente. E se levarmos em consideração a campanha no Brasileirão, melhor o Tita escalar aquele time de 2000.

Não adianta esperar uma luz divina do passado para alterar o presente. O que vale é buscar a melhor alternativa para o problema, que no caso é todo o elenco que o próprio Tita disse que não está à altura do Vasco. Leandro Amaral não joga, Edmundo pode estar cansado da viagem e o time está de moral baixa após a goleada sofrida em Salvador. Então, Tita, quem sabe a solução seja um esquema prudente para garantir que a partida de volta em São Paulo seja, realmente, um jogo que ainda valha algo para o futuro da competição?

BOTA FOGO NISSO

Já para o Fogão, tudo está as mil maravilhas. O time subiu meteoricamente no Brasileiro, Jorge Henrique ficou, a venda de camisas aumentou na loja oficial do clube e até as obras de recapeamento da São Clemente terminaram! Boa fase é isso aí mesmo! E está mais do que na hora de aproveitar esse período, com o mando de campo, lotar o Engenhão e fazer uma partida perfeita contra o Atlético Mineiro. Nós estaremos lá contando tudo para vocês. O Galo tem sempre levado a pior diante do Botafogo nas competições mata-mata e, lógico, que desta vez não pode ser diferente. A cada partida, o padrão tático que Ney Franco deu ao time tem ficado cada vez mais evidente e nada melhor do que uma competição continental para confirmar a ascensão alvinegra.

Transamérica Esportes – 13/08/08

O de cima sobe e o de baixo desce – TE008

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A rodada do Campeonato Brasileiro deste final de semana marcou a final do Primeiro Turno. Lá se foi metade desse campeonato comprido, que de vez em quando dá sono e de vez em quando empolga. Pena que para alguns, de vez em quando dá raiva também.

O Grêmio foi o campeão simbólico do turno. Tem gente que diz que isso não representa nada. Outros dizem que isso é muito importante porque em toda era dos pontos corridos, o clube que chegou ao final do turno na frente, acabou sendo o campeão. Mas acontece que esse é, também, o campeonato mais disputado dos últimos tempos apesar dos gaúchos terem aberto 5 pontos de vantagem nesta rodada. Acontece que os gremistas vão a pé para o que der e vier e o virada do turno pode nos trazer um conversível azul correndo sem se preocupar com competições paralelas, um sedan alviverde com aquele distinto motorista de terno e gravata ou até mesmo um foguete alvinegro que sobe rapidamente. Lógico que não podemos esquecer a limusine preta com detalhes em vermelho e branco que sempre chega bem ao final e quem sabe um carro da Superliga Fórmula consiga retomar o bom desempenho. Mas uma coisa não podemos negar. Quando os gremistas resolveram andar, deixou todo mundo pra trás comendo poeira.

Flamengo e Botafogo venceram e por conta disso mesmo continuam juntos na briga. No Sábado, o Flamengo brigou com o juiz, com a torcida, com o Maracanã e, felizmente, acabou vencendo uma partida importante contra o Atlético Paranaense. Mais um jogo de resultado negativo selaria de vez o destino descendente do Mengão neste Brasileiro. Caio Júnior agora espera que as contratações sejam as soluções para o apagão do time que tem 1 turno para mostrar que quando todos achavam que o time era bom e o elenco completo, não estavam enganados.

O Fogão fez uma partida quase que perfeita contra o Palmeiras no domingo. Foi um dos melhores jogos do ano. O Botafogo a fim de marcar gols e os porcos conhecendo bem a arma ofensiva alvinegra. O placar de só 1×0 foi um castigo para o torcedor que escolheu aquele Dia dos Pais para curtir com o paizão no estádio. O time de Ney Franco conseguiu sua quarta vitória seguida. Marca impressionante em um campeonato equilibrado e sempre jogando com tranqüilidade, coisa que andou em falta nos tempos de Cuca. Agora, é importante ir consciente para a Copa Sul-Americana e continuar o progresso no Brasileirão.

Pena que o campeonato tem a parte de baixo da tabela, e mais triste ainda é que Vasco e Fluminense estão lá. O Flu anda povoando a zona do rebaixamento desde o começo e o time da colina oscila, mas agora chegou perto perigosamente.

Uma derrota para cada um neste final de semana com seus lados trágicos. Vasco tomou 5 gols do Vitória no Barradão na estréia de Tita no comando técnico. Um mau presságio para um começo de trabalho. Tem vascaíno achando que a diretoria está se preocupando mais com a diretoria anterior do que com o time de futebol. Seja lá o que for, está mais que na hora do time achar uma fórmula de estabilidade e parar de patinar na segunda metade da disputa.

Tão ruim quando perder de 5×0 é tomar uma virada abdicando de jogar futebol. O Fluminense teve medo de vencer o Ipatinga. Mesmo na casa do adversário era melhor e saiu na frente. Depois se acovardou e ficou chamando os mineiros para a festa. E vocês sabem como os mineirinhos são, né? Calados, quietinhos, mas vem chegando. E quando o tricolor percebeu o placar já estava 2×1 e o time que estava covarde, também estava sem forças para reagir. Nocaute clássico, que derrubou Renato Gaúcho. Ele que estava a 5 metros da próxima Libertadores, ficou sem gasolina na última curva e agora voltou a ficar mais perto da Libertadores 2009, porque verá tudo naquele lindo telão LCD na sala da sua casa

Transamérica Esportes – 11/08/2008