Porque o Schummy é melhor
 

Caros amigos

             Ela chegou. Chegou a coluna... ops... a espinha número 2. Primeiro de tudo quero agradecer a todos os meus 3 leitores. Hehehe. Na verdade, quero agradecer muito a todos. Felizmente eu recebi um montão de emails falando da coluna. Falando bem... falando mal. Não importa. O melhor foi saber que vocês gastaram seu precioso tempo lendo. Valeu mesmo!! E como não era para deixar de ser. A minha coluna eu vou falar de Fórmula 1, né. Vocês sabem quais são as minhas 3 paixões. Futebol, carros e mulheres. Futebol já foi. Carro é agora. Mulher... ihh... um dia eu falo. Mas isso vai dar muito pano pro velcro... ops... pra manga. Hahahaha

            Hoje é terça-feira, 17 de julho de 2001, dois dias depois do GP da Inglaterra de F1  e eu afirmo com toda a certeza do mundo. Michael Schumacher correrá com o número 1 de campeão na temporada de 2002 também. É isso mesmo que vocês leram. Estou dizendo que o alemão queixudo vai ser o campeão da temporada de 2001. E nem precisa ser muito vidente para isso. Afirmo que ele vai ser campeão, porque ele é melhor... e muito melhor que todos os seus rivais.  Ele vem quebrando recorde atrás de recorde. Já deixou muita gente boa para trás. Lauda, Piquet, Senna. Faltam apenas 2 vitórias para bater o recorde de vitórias do Prost e ser o maior vencedor na história da Fórmula. Realmente isso não é coisa para qualquer um, né.

            Claro que nada é fácil. E esse ano também não será mole. Isso tudo porque Frank Williams e seu comparsa no assassinato do Senna, Patrick Head, resolveram dar ao irmão Ralf um carro para fazer sombra a Michael. Os pneus Michelin ajudaram. A Mc Laren começou a temporada meio mais ou menos, se perdeu com a introdução do controle eletrônico e agora colhe os frutos de um conjunto de trapalhadas. Mesmo assim o Coulthard está indo, mas será que vai até onde?

            Aí que está o ponto. Os concorrentes que o Schummy tem. Pelo amor de Deus!!! Deixa-me começar pelo Mika Hakkinen. Pô... o cara é bicampeão. Putz... o Fittipaldi também é bicampeão. Jack Brabham também. E claro que eu não vou comparar, né. E também não vou tirar o mérito dele. Mas nos anos dos títulos do Mika... em 98 ele foi campeão com um carro infinitamente superior e mesmo assim, quase perdeu para o Schumacher e aquela Ferrari V12 que bebia mais que um irlandês. Em 99, o Schumacher se arrebentou na Inglaterra. Quebrou as duas pernas. Pronto... título ganho para o Mika, né. Errado!!! Ele quase perdeu o título para Eddie Irvine!! (quem?? Ah... o irlandês) Irvine... esse é um caso a parte. Em 4 anos de Ferrari, ele só foi vencer a sua primeira corrida no quarto ano. Nem o Rubinho foi assim. Aí, veio 2000. E o alemão levou. A disputa está 1x1, mas esse ano acho que o Mika começou a se encher daquela mulher dele. E só começou a vencer agora no meio da temporada. Tarde demais para correr atrás. E agora é só o alemão vencer 2 corridas que é o título garantido.

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            E eu não poderia falar de Fórmula 1 sem falar no Rubinho né. Eu sempre digo para todo mundo que não parei de ver as corridas depois que o Senna morreu. Afinal de contas, eu via F1 desde pequeno. Vi os títulos do Piquet, vi os do Senna. Por que parar então??

            Sempre tem alguém que me pergunta: “Nando, você ainda confia no Rubinho?” E quem disse que eu confiei alguma vez na vida. Pra mim, o próximo brasileiro campeão mundial de Fórmula 1 chama-se Antônio Pizzonia. O Rubinho é o maior retrato de uma geração que eu chamo de geração perdida da Fórmula 1. É dessa geração de pessoas que deixou de ver corridas com a morte do Senna. Ali tem o Rubinho, Christian Fittipaldi (pelo amor de Deus... esse só dirige pelo nome), Gil de Ferran, etc. Os caras podem até fazer sucesso no automobilismo americano agora, mas se pararem na F1, não vão arrumar muita coisa. O pior de tudo é que eles levam com eles para América, nomes como Hélio Castro Neves, Bruno Junqueira, Cristiano da Matta, que são caras que teriam chance de pilotar bons carros na F1. Mas deixa eu voltar a falar do Rubinho. Ele é competente, esforçado... bom acertador de carros inclusive, mas reclama muito. Reclama não... chora mesmo!!! E aí fica chato demais. Além do mais, ele não sabe largar. É quase que comum... ele classifica em quarto (atrás do Schummy e das Mc Larens) e quando cruza a primeira volta vez em quando tem uma Williams ou uma Jordan na frente dele. Mas apesar disso tudo, ele ainda vai ganhar algumas corridas ainda até o final de 2002, quando o contrato dele com a Ferrari acaba. Depois... depois?? Vai terminar a carreira como o Alesi. Ele vai dirigir pro Diniz na equipe dele. Aliás, este é outra coisa pra se falar depois. Uma equipe brasileira. Será que vai ou vai pra onde o Coulthard foi? Hehehehe  Só para terminar. Uma das maiores injustiças da história da Fórmula 1. Por que Jacques Villeneuve é campeão mundial e seu pai não? Não deveria ser ao contrário??

            Ihh... acho que fui técnico demais, né. Depois eu melhoro. Agora... uma pequena curiosidade que acabei de perceber. Espero que os Curitibanos que forem ler isso daqui não pensam mal de mim (ainda mais porque só uma curitibana que vai ler mesmo). Mas pensem comigo. Vocês já viram algum piloto curitibano ganhar corrida? Nem Ricardo Zonta, nem Tarso Marques, nem Maurício Gugelmin e nem o pior... Raul Boesel. O piloto mais sem sorte na história do automobilismo mundial de todos os tempos!!! 

            A próxima falo de um assunto mais povão... quem sabe golfe ou tênis!! Hahahaha

             Até a próxima!!!